Pai da ex-fazendeira não queria que ela trabalhasse na televisão
“No dia dos pais,
assim como o dia das mães, sempre foram datas especiais na minha
família. Eu e minha irmã desde a infância juntávamos nossas economias
dos lanches na escola para comprarmos e/ou prepararmos alguma surpresa
para os nossos pais.”
“No dia dos pais, em especial, a comemoração começava cedinho, antes de
o meu pai acordar, isto significava levantar antes do sol, pois meu pai
acordava muito cedo. Fazíamos vários cartões, cartinhas, artesanatos
e distribuíamos em vários lugares da casa, para que conforme o dia
passasse ele pudesse encontrar uma surpresa, tínhamos um disco de vinil
da Turma do Balão Mágico que falava do dia dos pais, era muito
divertido. Dias antes preparávamos uma coreografia para a música. Então,
no dia dos pais ligávamos a vitrola com o vinil e entrávamos no quarto
cantando, fazendo a coreografia”, contou a moça.
Janaína também contou que por mais diferente que fossem as comemorações, uma coisa era certa,
sempre tocava a música Amigo Velho, do extinto grupo Balão Mágico, e aí a emoção rolava solta.
“Meu pai e minha mãe ficavam bem emocionados, principalmente meu pai.
sempre falo no plural porque sempre fomos uma família muito unida, as
datas, os momentos eram comemorados e vivenciados por todos,
sempre fizemos tudo com muita união e este com certeza foi o maior presente.”
A ex-fazendeira também contou o que mais marcou a sua infância e falou sobre os ensinamentos que aprendeu com o pai.
“O que mais marcou foi que sempre estivemos juntos, nunca tive pai
ausente, muito pelo contrário meu pai nos levava todos os dias para a
escola. Ele sempre foi ligado à natureza, meu pai nos ensinou o amor
pela terra, aos animais, a importância do contato com os animais.
Aprendemos que dinheiro, luxo é bom, mas a vida simples é essencial,
quando aprendemos a sorrir e valorizar o que é simples podemos ser
felizes em qualquer circunstância. Aprendi com ele que a família é a
base de tudo. Meu pai me ensinou que ser pai nem sempre é passar a mão
na cabeça, é também manter sua palavra”, disse emocionada.
No depoimento, Janaína contou que o pai não apoiava sua carreira na
televisão e que essa foi uma das fases mais difíceis de sua vida.
“Meu pai muitas vezes foi contra o fato de eu trabalhar na tevê, ter
começado a trabalhar aos 12 anos e vindo morar em São Paulo aos 16 anos.
Ele se posicionava, mas não proibia, por outro lado eu tinha que arcar
com todos os meus problemas. Durante alguns anos apesar de termos uma
boa relação, o fato do meu pai não me apoiar 100% me deixava um pouco
triste. Um momento muito especial aconteceu quando em um dia dos pais eu
fui visita-lo e vi que todos os recortes de revistas, jornais que eu
mandava, estavam guardados com o maior carinho. Ele chegou para mim e
disse: Filha, eu tenho que tirar o chapéu para você, com tudo que você
já passou, continuou firme e
determinada e conseguiu manter seus valores, tenho muito orgulho de
você. Nossa! A emoção tomou conta e foi um momento mágico, que
certamente ficou marcado em nossas vidas e hoje, eu posso dizer com um
sorriso no rosto que meu pai torce por mim de verdade e que esta
experiência me ensinou o que é ter palavra, a honrar a família,
independente de estar na mesma casa", finalizou.
Fonte: OFuxico

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